Auto-controle em crianças: o teste do marshmallow
Postado em | 7 de outubro de 2009 | 2 Comentários
Uma criança de quatro anos é posta numa sala. Na mesa à frente há um delicioso doce (para crianças americanas é oferecido um marshmallow, mas para nós brasileiros poderia bem ser um lindo brigadeiro). Faz-se a seguinte proposta à criança: se ela conseguir aguardar alguns minutos, até a pessoa voltar à sala, ela ganha dois doces, caso contrário ela ganha apenas um.
Funcionamento cerebral: caos e ordenação
Postado em | 16 de setembro de 2009 | Comente!!
No site da revista New Scientist há um belo artigo que descreve a relação entre estabilidade e instabilidade no funcionamento cerebral. Segue abaixo um resumo.
O cérebro opera no limite entre a ordem e o caos. Embora a maior parte do tempo ele funcione de maneira ordenada e estável, repentinamente seu funcionamento pode se tornar desorganizado. Por que o cérebro se comporta dessa forma?
Alguns neurocientistas acreditam que funcionar próximo ao caos pode ser mais eficiente do ponto de vista do processamento de informações.
Dinheiro traz felicidade?
Postado em | 8 de setembro de 2009 | 1 Comentário
Pesquisas sobre o tema começam a revelar que dinheiro pode sim “comprar” felicidade. A questão é que algumas formas de uso do dinheiro são mais efetivas em trazer felicidade do que outras. Um jantar com amigos é mais prazeroso do que comprar uma roupa, um final de semana na praia com a família produz um estado de espírito que a aquisição de um novo relógio não consegue despertar.
A questão fundamental na compreensão da relação entre riqueza e felicidade gira em torno da maneira como se emprega o dinheiro. Ao se gastar dinheiro, as pessoas tendem a priorizar coisas ao invés de pessoas ou experiências, elas mesmas sobre os outros, diz a psicóloga social Elizabeth Dunn. Mas o gasto que mais traz felicidade é aquele que deixa lembranças inestimáveis como consequência.
Fabricando crenças e culpas
Postado em | 26 de agosto de 2009 | Comente!!
Pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, investigaram a formação de falsas crenças e os atos de confissão, empregando vídeos editados de falsos comportamentos.
Para isso, os sujeitos foram submetidos a um jogo de perguntas e respostas no computador em que eles tinham que apostar dinheiro. O objetivo era arrecadar a maior soma de dinheiro possível respondendo corretamente as questões. Se eles acertassem uma pergunta, um grande símbolo verde de acerto (uma espécie de v em que a porção da esquerda é menor) aparecia na tela e o sujeito devia pegar o valor ganho da pilha de dinheiro do banco e transferi-lo para a sua pilha. Caso ele errasse a resposta, um grande X vermelho aparecia na tela e o sujeito devia pagar ao banco. A difilculdade da tarefa era ajustada de modo a produzir uma taxa de acerto em torno de 1/3 (acertar 5 das 15 questões propostas). Durante todo o experimento os sujeitos eram filmados. Após o término do jogo os sujeitos eram liberados e deviam retornar algumas horas depois para continuar a série de experiências programadas.
Realizar tarefas simultâneas prejudica o desempenho em algumas tarefas cognitivas
Postado em | 25 de agosto de 2009 | Comente!!
Está se tornando cada vez mais usual realizarmos diversas tarefas ao mesmo tempo. Em um tela procuramos vídeos no Youtube, em outra temos um texto interessante que encontramos na Internet, na terceira abrimos o buscador favorito e digitamos uma expressão que acabamos de ler e que ainda não sabemos o significado, o MSN fica constantemente chamando nossa atenção.
Mas qual o efeito desse comportamento multitarefa sobre a aprendizagem, a memória e outros processos cognitivos? As pessoas que regularmente realizam atividades multitarefas processam informações de maneira mais ou menos eficiente?
Tags: atenção > cognição > memória operacional > multitarefa > processamento de informações
A predisposição do conhecimento: quando o que sabemos influencia aquilo que achamos que os outros sabem
Postado em | 19 de agosto de 2009 | Comente!!
O conceito de predisposição do conhecimento foi proposto por Camerer, Loewenstein, and Weber (1989) e diz respeito à tendência a enviesarmos a avaliação de algo em função do nosso próprio conhecimento. Essa tendência pode ser particularmente problemática ao apreciarmos nossa própria perspectiva numa circunstância hipotética onde não temos todas as informações de que dispomos no momento atual ou ao apreciarmos a perspectiva de outra pessoa.
O efeito da predisposição do conhecimento foi discutido em um trabalho de Birch e Bloom, publicado em 2007 no periódico Pshychological Science. Na pesquisa, empregou-se a seguinte variante da tarefa de deslocamento:
Obtendo a vitória a despeito da inferioridade
Postado em | 18 de agosto de 2009 | Comente!!
Malcom Gladwell é desses escritores que escolhem temas interessantes e subverte a maneira como passamos a vê-los.
Em um artigo escrito para a The New Yorker, Gladwell aborda a questão das disputas desiguais e da maneira como o mais fraco pode superar o mais forte. Narrando histórias que vão de times infantis de basquete até jogos de guerra, passando por batalhas reais, o autor nos faz refletir sobre os aspectos determinantes da vitória.
O texto inicia com a história de Vivek Ranadivé, um empresário de origem hindu, que decide treinar o time feminino de basquete infantil da cidade americana de Redwood às vesperas de uma competição importante. As meninas são visivelmente inferiores às suas adversárias. Ciente dessa inferioridade Vivek percebe que se o time quiser progredir na competição eles devem fazer as coisas de uma forma diferente.
Manual sobre funcionamento e desenvolvimento do cérebro
Postado em | 12 de agosto de 2009 | Comente!!
A Society of Neuroscience, organização de cientistas e médicos que estudam o cérebro e o sistema nervoso, escreveu um manual introdutório denominado Brain Facts. Este manual fala sobre o funcionamento e o desenvolvimento do cérebro e aborda os principais tópicos da pesquisa em Neurociências como desenvolvimento neural, sensação e percepção, memória, linguagem, sono e desordens neurológicas. O material foi escrito numa linguagem acessível ao público geral.
É uma leitura indispensável para todos aqueles que querem entender os princípios do funcionamento e da organização do sistema nervoso. O manual pode ser baixado gratuitamente aqui: Brain Facts.
Auto-ajuda não auxilia quem realmente precisa
Postado em | 11 de agosto de 2009 | 1 Comentário
Costumo falar que auto-ajuda não ajuda quem realmente precisa de ajuda. Defendo a idéia que aqueles que colhem os benefícios das leituras e dos exercícios sugeridos nos livros de auto-ajuda já estavam preparados para o sucesso em termos de traços de personalidade e das circunstâncias de suas vidas. As pessoas que possuem problemas mais sérios tem menos chance de usar as sugestões dessa literatura para mudarem suas realidades.
Pesquisas científicas recentes sugerem que essa pode ser mesmo a verdade. Os psicólogos Joanne Wood e John W. Lee da Universidade de Waterloo e Elaine Perunovic da Universidade New Brunswick descobriram que indivíduos com baixa auto-estima se sentem piores após repetirem para si mesmos auto-afirmações positivas.
Sinais precoces de criatividade: os mundos imaginários das crianças
Postado em | 10 de agosto de 2009 | Comente!!
O estudo da criatividade tem focado tradicionalmente nas manifestações criativas principais das pessoas (como a música de Michael Jackson e o pensamento matemático-científico de Einstein). Todavia, a maior parte das pessoas criativas são polímatas (pessoas que conhecem e dominam muitas áreas). Assim, a amplitude criativa é um componente importante, porém desconsiderado, da genialidade.
