| Mudando Aquilo que Nos Emociona |
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| Notícias - Emoções | |
| Dom, 05 de Julho de 2009 15:12 | |
Após nossas respostas emocionais terem sido disparadas, nós podemos perceber conscientemente que não precisamos ficar emocionados, todavia a emoção persiste. Isto normalmente acontece quando o gatilho é um tema inato ou um gatilho aprendido que é muito similar a este tema. Quando o gatilho emocional aprendido é relacionado de maneira distante ao tema, nossa vontade consciente pode ser mais eficiente em interromper a experiência emocional. Há uma outra maneira, mais séria, na qual nossas emoções suplantam aquilo que nós conhecemos. Emoções podem fazer com que não tenhamos acesso a tudo o que sabemos, às informações que deveriam estar ao nosso alcance se nós não estivessemos emocionados, mas que durante o episódio emocional ficam inacessíveis a nós. Quando nós somos tomados por uma forte emoção, nós interpretamos o que está acontecendo de maneira a se ajustar àquilo que estamos sentindo e ignoramos as informações que não se ajustam. Emoções modificam a forma como vemos o mundo e como nós interpretamos as ações dos outros. Nós não procuramos questionar porque nós estamos sentindo uma emoção particular; ao invés disto, nós procuramos confirmá-la. Avaliamos o que está acontecendo de maneira consistente com a emoção sentida, justificando e mantendo a emoção. Em muitas situações isto ajuda a focar a atenção e guiar nossas decisões sobre como responder aos problemas em mãos. Todavia, em outras situações, isto pode nos causar problemas, pois impede que reavaliemos a situação em curso dadas as novas informações que aparecem. O período de tempo durante o qual nossa mente não pode incorporar novas informações que não se ajustam, mantêm ou justificam a emoção que estamos sentindo se chama período refratário. Se o período refratário for breve, durando alguns poucos segundos, ele é benéfico pois foca a atenção no problema e guia as ações iniciais de maneira rápida e eficiente. O problema ocorre quando este período se estende por minutos ou horas. Um período refratário longo enviesa a maneira como vemos o mundo e a nós mesmos. No período refratário nós distorcemos as informações para que elas se ajustem às nossas emoções. Seria interessante se conseguissemos ter controle sobre alguns dos gatilhos que acionam nossas emoções. Não para controlarmos todas as emoções, pois neste caso a vida seria algo muito entediante e sem brilho. As emoções são importantes e dão graça e significado à vida. O que deveríamos tentar eliminar ou enfraquecer são os gatilhos que acionam reações emocionais indesejadas ou problemáticas. Uma vez que um gatilho é incorporado a um tema relacional básico (como uma variação aprendida deste) é muito difícil eliminá-lo, porém é possível agir na ligação entre o gatilho, a base de dados de alerta emocional (o tema relacional) e o comportamento. Ou seja, a emoção continua sendo despertada pelo gatilho, todavia a reação comportamental associada à emoção pode ser alterada. Todavia, a tarefa de modificar aquilo que nos emociona não é uma tarefa fácil. A base de dados de alerta emocional é um sistema aberto no qual novos gatilhos podem ser adicionados, porém a extinção dos gatilhos que já foram adicionados não é nada fácil.
Enfraquecendo os gatilhos emocionais Seis fatores influenciam o sucesso do enfraquecimento dos gatilhos emocionais e a extensão do período refratário:
Fonte: Ekman, P. (2003). Emotions revealed: recognizing faces and feelings to improve communication and emotional life. New York: Henry Holt and Company.
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